Documentos oficiais recebidos pela Voz do Nordeste Goiano revelam que o Ministério Público de Goiás instaurou o Procedimento Preparatório de Inquérito Civil nº 202600131027 para investigar graves suspeitas envolvendo recursos destinados à pavimentação de Divinópolis de Goiás.
O Município recebeu R$ 300 mil por meio de emenda parlamentar com destinação exclusiva à compra de massa asfáltica. Para executar o objeto, realizou o Pregão Eletrônico nº 002/2026 e registrou o valor de R$ 266.492 para o fornecimento de 340 toneladas de CBUQ.
Apesar disso, conforme o MPGO, a Prefeitura empenhou, liquidou e pagou R$ 304.300 à empresa, valor que corresponderia à aquisição de 388,24 toneladas.
A apuração preliminar apontou que a totalidade do material faturado e pago não teria sido entregue ao Município. O documento também cita a suspeita de que parte substancial da verba tenha sido utilizada para pagar aluguel de máquinas e transporte de material asfáltico, serviços que não teriam passado por licitação.
A portaria menciona ainda possível emissão de notas fiscais ideologicamente falsas de “massa asfáltica” para encobrir pagamentos por serviços diferentes daqueles originalmente licitados.
O Ministério Público afirma que solicitou o Diário de Obras e o relatório de medição das ruas recuperadas no Setor Serra Azul. O pedido foi reiterado, mas, segundo o documento, a autoridade municipal permaneceu inerte e não apresentou os esclarecimentos e documentos necessários à investigação.
O procedimento representa uma investigação em andamento e não uma condenação definitiva. A Prefeitura e os demais envolvidos terão espaço garantido para apresentar suas versões.
Fonte oficial: Ministério Público do Estado de Goiás.
#DivinópolisDeGoiás#MPGO#Transparência#Fiscalização











