Denúncias recebidas apontaram o Pregão Eletrônico nº 002/2026. O edital prevê gasolina, etanol e diesel para abastecimento em Damianópolis, Mambaí, Alvorada do Norte, Vila Boa e Goiânia, com estimativa de R$ 37.331.354,22 e aproximadamente 4,98 milhões de litros.
Damianópolis possui cerca de 3.770 habitantes. Apenas para demonstrar a escala, a estimativa equivale a 1.320 litros e R$ 9,9 mil por morador. Isso não significa consumo individual nem que todo o valor será gasto, mas exige explicação detalhada da Prefeitura.
Quatro contratos publicados somam R$ 13.302.355: Barros e Caparrosa, R$ 5.794.200; Auto Posto Mambaí II, R$ 3.135.055; Posto Corrente, R$ 3.038.060; e Auto Posto São Bernardo, R$ 1.335.040. Valor contratado não significa pagamento realizado.
O cruzamento regional amplia os questionamentos. Auto Posto Mambaí II aparece em Mambaí; Auto Posto Mambaí 3, em Buritinópolis; e Posto Corrente, em Simolândia. Somadas às contratações de Damianópolis, as operações conhecidas alcançam aproximadamente R$ 22,8 milhões.
Posto Corrente e Auto Posto Mambaí 3 possuem o mesmo sócio-administrador, Péricles Gonçalves Teixeira. O Auto Posto Mambaí II está formalmente em nome de Luiz Gustavo Envall Teixeira. Porém, documento de uma licitação de Iaciara mostra Péricles representando o Mambaí II por procuração. Registros empresariais também apontam telefone coincidente. Há vínculo documentado — e ele precisa ser esclarecido.
Quantos veículos e máquinas compõem a frota? Qual foi o consumo de 2023, 2024 e 2025? Quais placas, motoristas e secretarias serão vinculados aos abastecimentos? Por que quase 5 milhões de litros? Como foram calculadas as quantidades para cinco municípios?
Fiscalizar não é acusar. É exigir que uma contratação desse tamanho seja acompanhada de frota identificada, consumo histórico, metodologia, notas, cupons, quilometragem e controle público.
Fontes: PNCP, Portal da Transparência, TCM-GO e registros cadastrais públicos. O espaço permanece aberto à Prefeitura e às empresas citadas.
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