AMIZADES DO DELEGADO REGIONAL COMPROMETEM TRABALHO DA POLÍCIA CIVIL EM FORMOSA.

Os bastidores…

O delegado regional de Polícia Civil, José Antônio Sena, que se recusa a investigar as denúncias de corrupção dentro da administração da prefeita Simone Ribeiro, agora passa a defender advogado alvo de busca e apreensão no caso da chacina de Formosa. Os casos de extorsão a empresários da cidade, por parte de fiscais tributários do município, favorecimento de procuradoras e secretário, beneficiando empresas investigadas por criarem loteamento sobre área pública, além do suposto envolvimento de secretário e vereador em esquemas de propina, junto a empresas contratadas da prefeitura, passam em branco, mesmo após inúmeras denúncias feitas diretamente ao delegado. José Antônio também é criticado pelos vereadores Marcos Araújo e Valdson José, por conta do inquérito do desvio das máquinas dentro da garagem da prefeitura, quando a Polícia Civil, em tempo considerado muito rápido, chegou a um desfecho sem indiciar ninguém. Neste caso, uma CPI na câmara, investigou e concluiu pelo envolvimento de várias pessoas, inclusive da prefeita, gerando relatório encaminhado ao Ministério Público. José Antônio é hoje o principal parceiro de Simone Ribeiro. Os dois são vistos frequentemente em eventos sociais, festivos e políticos em Formosa, Brasília e Goiânia. A proximidade dos dois é notória e chama a atenção das pessoas e de autoridades, uma vez que o delegado chega a dar entrevistas afirmando que Simone é “muito honesta”. Nos últimos meses, desde o início de 2025 a prefeita tem investido no delegado, que se tornou o seu principal apoiador e defensor, mesmo diante de uma gestão extremamente mal avaliada pela opinião pública e comprovadamente com focos de corrupção.
MORTES – A chacina de Formosa, como vem sendo chamada pela imprensa nacional, aconteceu na tarde do dia 11 de agosto, uma terça feira e foi acompanhada desde o início pelo delegado José Antônio, que no momento dos disparos estava a menos de um quilômetro do local dos fatos, onde participava de almoço político a favor do seu candidato a deputado federal. Sena foi um dos primeiros a chegar na cena do crime, mas não ficou, por conta de um outro compromisso com a presença da prefeita. O delegado teve conhecimento, pouco tempo depois, dos nomes dos envolvidos e identificou os autores das quatro mortes no mesmo dia. O que estarreceu a imprensa e pessoas da sociedade formosense é que cerca de uma semana após as mortes os três autores dos assassinatos se apresentaram, prestaram esclarecimentos na delegacia e foram liberados, uma vez que a polícia não havia pedido na Justiça a prisão dos acusados. O fato é considerado uma falha até mesmo pelo delegado. Logo depois da oitiva os três criminosos fugiram e quando finalmente o pedido de prisão foi solicitado e atendido, um grande aparato policial, com utilização de helicóptero foi desencadeado na tentativa de prendê-los. Acontece que já era tarde. José Antônio que comandou a operação não conseguiu prender ninguém e é aí que surge a figura do advogado Fábio Marques, defensor dos três autores confessos. Fábio tinha informações e um mandato de busca e apreensão contra si. Ele foi interceptado, na altura do Forte Santa Bárbara na BR 020, conduzindo o veículo usado pelos acusados no dia das mortes. O advogado que não tinha como explicar a posse do carro, um Fiat Strada vermelho, alegou que teria recebido o veículo como pagamento pelos seus serviços. Versão que foi aceita pela polícia, após Fábio negociar a rendição do único preso até agora e acusado pela chacina, que se entregou em cidade do outro lado do Estado.

ENTREVISTA – com a busca e apreensão contra Fábio Marques, divulgada pela reportagem do Tribuna News, destacando a decisão da juíza, Isabela Rebouças o delegado esteve na Rádio 92 FM, onde, além de desacreditar a decisão da Justiça, afirmou que os fatos divulgados na reportagem não passam de “fofocas”. Nas suas respostas, José Antônio ainda elogia o trabalho contestado de Fábio, mas não diz na entrevista que a própria Polícia Civil, que comanda na região, abriu inquérito contra o advogado para apurar seu envolvimento na ocultação de provas e favorecimento na fuga dos três autores da chacina.

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