Goiano de Posse (GO) é encontrado enterrado e amarrado na Bolívia; polícia investiga execução

O goiano Fernando Viera de Santana, de 34 anos e natural da cidade de Posse (GO), foi encontrado morto, com as mãos e os pés amarrados e enterrado de forma superficial, na região de Três Lagunas, no município de Porongo, na Bolívia, na noite de sábado (31). A informação foi divulgada por autoridades locais e publicada pelo portal Mais Goiásnesta terça-feira (3). 

Segundo os relatos das autoridades e moradores da região, a vítima foi descoberta após vizinhos perceberem a terra remexida e a presença do rosto exposto no solo, o que motivou a comunicação às forças policiais bolivianas. 

A identificação de Fernando ocorreu ainda no mesmo dia em que o corpo foi encontrado. A carteira com documentos estava entre as roupas dele, confirmando que se tratava do brasileiro natural de Posse. A Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen, unidade especializada da polícia boliviana, também apreendeu 11 cápsulas deflagradas de muniçãono local. 

O resultado da autópsia indicou que Fernando foi atingido por múltiplos disparos de arma de fogo, incluindo 10 tiros de calibre 9 mm, com graves lesões na cabeça. As autoridades acreditam que ele tenha chegado vivo ao local dos ferimentos e posteriormente executado, já que todas as cápsulas de munição foram encontradas ali. 

De acordo com o coronel Gilmar Valencia, que falou ao veículo de comunicação, Fernando teria chegado à Bolívia no dia 27 de janeiro, entrando pelo município de Puerto Quijarro, e sua m*orte ocorreria no dia seguinte. Com base nas evidências coletadas até o momento, a linha de investigação inicial aponta para sequestro seguido de execução, possivelmente com ligação ao tráfico de drogas

Embora Fernando não tenha registros criminais na Bolívia, um irmão da vítima disse, conforme informações repassadas pelo coronel, que ele teria ligação com o tráfico de entorpecentes há anos, o que está sendo apurado pelas autoridades bolivianas. Investigadores também analisam imagens de câmeras de segurança da região para auxiliar nas investigações e identificar suspeitos. 

O caso segue sob investigação pelas forças policiais da Bolívia, que tentam esclarecer as circunstâncias do ocorrido e responsabilizar os envolvidos.

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