Mais de 50 pessoas participaram, no dia 22 de janeiro, da ação “Axé, Saravá, Amém: Vozes dos Povos de Terreiro”, realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás/TJ-GO, por meio da Coordenadoria de Igualdade Racial. O evento ocorreu no Salão Nobre do Plenário do TJGO, em alusão ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa – celebrado no dia 21 de janeiro. A iniciativa teve a participação de lideranças e representantes de religiões de matrizes africanas do Estado, que integraram uma roda de conversa, com discussões sobre políticas públicas para os terreiros e o preconceito ainda sofrido por membros dessas religiões. Participaram da atividade a ouvidora do Poder Judiciário, desembargadora Sandra Regina Teodoro Reis; o Juiz auxiliar da presidência e coordenador do projeto Raízes Kalungas, Reinaldo Dutra; a primeira-dama do TJ-GO, Luciene Camargo; o coordenador adjunto de Igualdade Racial do TJGO, juiz Hugo de Souza Silva; o delegado de Polícia da Delegacia Estadual de Atendimento à Vítima de Crimes Raciais e de Intolerância, Joaquim Adorno; o defensor Público do Estado de Goiás e coordenador do Núcleo Especializado de Direitos Humanos, Tairo Batista; representantes da Coordenadoria de Igualdade Racial do tribunal, Marielly Martins de Sousa, Afonso Rodrigues e Adriana Beluá; e o presidente do Conselho de Umbanda do Estado de Goiás, André Luiz de Souza o “mestre André”.
PARTICIPAÇÃO – Para o coordenador adjunto de Igualdade Racial do TJ-GO, Juiz Hugo de Souza Silva, o encontro no judiciário goiano foi uma maneira de demonstrar acolhimento e ouvir as principais demandas e necessidades enfrentadas. Joaquim Adorno, reforçou a importância de discutir o tema intolerância religiosa e trouxe números de casos registrados no Estado. “Atualmente, são 500 casos de racismo e intolerância no geral em andamento e todos estão judicializados. Por isso, nós contamos com o entendimento e com a sensibilidade de cada juiz, de cada membro do Poder Judiciário, para entender como funciona essas comunidades, porque nós somos uma sociedade, em sua maioria cristã, e às vezes há a dificuldade em entender outra religião. Então, quando nós abrimos a porta de um poder tão importante para ouvir essas pessoas, isso é um marco muito importante e de mudança”
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