Estrutura garante resposta rápida a eventuais surtos e reforça o status sanitário do país como livre da doença sem vacinação
21/12/25
O Brasil passou a contar com um banco nacional de antígenos e vacinas contra a febre aftosa, após a assinatura de contrato entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). A iniciativa cria um estoque estratégico de insumos para a rápida formulação de vacinas em caso de eventual surto localizado da doença.
O acordo foi assinado em Brasília pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e prevê a constituição de um repositório inicial com 10 milhões de doses de antígenos de dois sorotipos do vírus da febre aftosa que historicamente circularam no país. O contrato, com vigência de 10 anos, também garante o fornecimento imediato de até 10 milhões de doses de vacina ao ministério, caso haja necessidade.
Para viabilizar o projeto, o Tecpar firmou, em março de 2025, um acordo de cooperação tecnológica com a empresa Biogénesis Bagó, responsável pela transferência e internalização da tecnologia necessária para a criação do banco. A companhia atuará como braço tecnológico do instituto, sendo responsável pela produção das vacinas, controle de qualidade e armazenamento dos antígenos.
Atualmente, o Brasil possui o status de país livre de febre aftosa sem vacinação animal, reconhecimento concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A criação do banco de antígenos é uma das exigências formais para a manutenção dessa certificação sanitária, considerada estratégica para a abertura e preservação de mercados internacionais.
Segundo o Ministério da Agricultura, a nova estrutura fortalece o sistema sanitário nacional e amplia a capacidade de resposta do país diante de eventuais emergências zoossanitárias, assegurando maior proteção à pecuária brasileira e à cadeia produtiva da carne.












