Grupo é acusado de atuar desde 2023 com agiotagem violenta, sequestros, comércio ilegal de armas e ocultação de recursos
21/12/25
O Ministério Público de Goiás (MPGO) apresentou denúncia criminal contra nove pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa armada com atuação em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. O grupo é acusado de operar um esquema estruturado de agiotagem associado a extorsões, sequestros, tortura física e psicológica, além de lavagem de dinheiro e tráfico ilegal de armas.
A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça Juan Borges de Abreu, da 99ª Promotoria de Justiça de Goiânia, com base nas investigações da Operação Mão de Ferro, deflagrada em novembro deste ano. Os trabalhos investigativos foram conduzidos pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da 5ª Delegacia Regional de Polícia de Luziânia.
De acordo com o MPGO, a organização criminosa atuava de forma contínua desde 2023, oferecendo empréstimos com juros abusivos, que variavam entre 10% e 30% ao mês. Em casos de inadimplência, as vítimas eram submetidas a ameaças, agressões e sessões de tortura, utilizadas como forma de coerção e intimidação, inclusive para servir de exemplo a outros devedores.
As investigações apontam que o grupo utilizava uma estrutura financeira complexa para ocultar a origem ilícita dos recursos, com uso de contas bancárias em nome de terceiros, empresas de fachada, movimentações fracionadas e sucessivas transferências, caracterizando práticas típicas de lavagem de dinheiro.
Durante o cumprimento de ordens judiciais, foram apreendidas armas de fogo, munições de diversos calibres, inclusive de uso restrito, além de aparelhos celulares e documentos. Registros audiovisuais e comunicações digitais também foram recolhidos e, segundo o Ministério Público, reforçam a atuação organizada, violenta e permanente da organização.
Na ação, o MPGO requereu a manutenção das prisões preventivas dos investigados, a realização de novas diligências, incluindo perícias técnicas e análise aprofundada dos dados digitais apreendidos, além da redistribuição do processo para uma das Varas especializadas em Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro da Comarca de Goiânia, onde o caso deverá tramitar.












