Trisal é preso suspeito de manter adolescente em cárcere privado por dois anos

Jovem de 16 anos conseguiu fugir durante a madrugada e apresentou sinais de tortura e desnutrição

24/11/2025

Uma adolescente de 16 anos foi resgatada após viver, por aproximadamente dois anos, sob tortura e cárcere privado em uma residência no Setor Leste Vila Nova, em Goiânia. A Polícia Militar prendeu em flagrante a mãe da vítima, o padrasto e uma terceira mulher, que formavam um trisal. O caso foi descoberto na madrugada de sexta-feira (21), quando a jovem conseguiu pular o muro da casa e pedir ajuda na rua, acionando o pai, que mora no Entorno do Distrito Federal.

Segundo informações divulgadas pela TV Anhanguera, a adolescente era mantida confinada em uma área de lavanderia nos fundos do imóvel e apresentava sinais evidentes de desnutrição, além de diversos ferimentos. As investigações apontam que ela era submetida a agressões com fios de energia, pedaços de madeira e até queimaduras de cigarro. A jovem também relatou que, caso não executasse serviços domésticos como os adultos exigiam, podia ficar até três dias sem alimentação.

O pai da adolescente afirmou que estava sem contato com a filha desde que a ex-companheira se mudou para Goiânia. Ele relatou que teve todos os meios de comunicação com a adolescente bloqueados e que era informado apenas de que “estava tudo bem”. Após o resgate, descreveu a situação como “inexplicável”, relatando que a jovem disse não comer um salgado havia quase dois anos.

A conselheira tutelar que acompanha o caso informou que a vítima era submetida a uma rotina de castigos severos, como permanecer ajoelhada durante a noite e ficar impedida de tomar banho. A fuga foi possível porque uma escada havia sido deixada próxima ao local onde ela ficava trancada, permitindo que ultrapassasse a concertina do muro e chegasse até um ponto de ônibus.

A adolescente foi encaminhada ao Hospital Estadual da Mulher (Hemu) e ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames. A Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem) segue investigando o caso.

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