Montante reúne Fundo Partidário, Fundo Eleitoral e rendimentos financeiros; siglas com maiores bancadas concentram a maior fatia
17/11/2025
Os partidos políticos brasileiros deverão administrar cerca de R$ 6,4 bilhões em 2026, valor que engloba o Fundo Partidário, o Fundo Eleitoral e os rendimentos de aplicações financeiras permitidas pela legislação. Os números constam em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O montante inclui os repasses regulares do Fundo Partidário, que é destinado à manutenção das estruturas administrativas e operacionais das siglas. Entre janeiro e agosto deste ano, os partidos já receberam R$ 3,2 bilhões desse fundo. A esse valor serão somados os recursos do Fundo Eleitoral, estimado pelo Congresso Nacional em também R$ 3,2 bilhões, destinado exclusivamente às campanhas municipais de 2026.
Segundo o TSE, o Fundo Eleitoral sofreu crescimento expressivo nos últimos ciclos eleitorais. Em 2018, o valor foi de R$ 1,7 bilhão. Já em 2024, alcançou R$ 5 bilhões, antes da nova previsão para o próximo ano.
As maiores fatias dos recursos ficarão com PT, PL, PSD, MDB e União Brasil, partidos que possuem as maiores bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado. A distribuição dos valores leva em consideração o desempenho eleitoral das legendas em anos anteriores, além da representação parlamentar de cada sigla.
A legislação também prevê que os partidos podem aplicar parte dos recursos em investimentos financeiros, gerando rendimentos que permanecem sob administração das próprias legendas.
A divisão do Fundo Eleitoral segue regras estabelecidas em lei:
- 48% são distribuídos conforme o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados;
- 35% de acordo com a representação no Senado;
- 15% para partidos que atingiram a cláusula de desempenho;
- 2% são destinados igualmente a todas as siglas registradas no país.












