Governador de Goiás apresenta seis propostas no Congresso Nacional para ampliar o rigor no combate às facções criminosas, incluindo o fim das “saidinhas” e das visitas íntimas
05/11/2025
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), anunciou nesta terça-feira (4) uma série de propostas para tornar mais rígido o Projeto de Lei Antifacção, que tramita no Congresso Nacional. O texto foi encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em regime de urgência, após a Operação Contenção, no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes.
Caiado apresentou seis emendas ao projeto, com o objetivo de reforçar o enfrentamento ao crime organizado em todo o país. Entre as medidas defendidas estão:
- Fim das “saidinhas” para presos ligados a facções criminosas;
- Proibição de visitas íntimas a detentos classificados como faccionados;
- Gravação obrigatória das audiências entre presos e advogados;
- Aumento do tempo mínimo de cumprimento de pena para progressão de regime — de um sexto para três quintos (60%);
- Inclusão das facções criminosas na legislação antiterrorismo;
- Extinção da audiência de custódia para presos reincidentes.
Segundo o governador, as medidas visam impedir que líderes de facções continuem comandando atividades criminosas a partir dos presídios.
“O faccionado hoje prefere ficar preso, ele tem proteção do Estado e continua mandando matar pessoas do lado de fora. É tratado como intocável dentro dos presídios”, afirmou Caiado.
O governador argumenta que o atual sistema penal acaba favorecendo a impunidade e desmotivando o trabalho das forças de segurança. Ele também destacou o modelo prisional goiano como exemplo de gestão eficiente no combate ao crime e na ressocialização de detentos.
Caiado lembrou que, no início de seu governo, as unidades prisionais de Goiás sofriam com a entrada de drogas, armas e celulares, além da falta de controle interno. Hoje, segundo ele, o sistema é mais seguro e oferece trabalho e capacitação profissional aos presos por meio de parcerias com empresas privadas.
“Os presos que querem se ressocializar trabalham, aprendem uma profissão e saem empregados, muitas vezes contratados pelas mesmas empresas que atuam nos presídios”, ressaltou.
Para o governador, o equilíbrio entre rigor na punição e oportunidades de reinserção social é fundamental para enfraquecer o poder das facções e fortalecer o Estado.












