Um caso de feminicídio ocorrido em Formosa voltou a gerar repercussão após uma reviravolta judicial. Um homem de 68 anos, que havia sido condenado a 27 anos de prisão pela morte da ex-companheira, teve a sentença anulada após suspeitas de que teria encenado limitações físicas durante o julgamento.
Imagens analisadas pelo Ministério Público mostram o réu caminhando normalmente fora do tribunal, mas apresentando dificuldades acentuadas de locomoção durante a sessão do júri. A mudança de comportamento levantou suspeitas de que a postura poderia ter sido utilizada para sensibilizar os jurados.
Diante disso, o Ministério Público recorreu da decisão que havia absolvido o acusado em um novo julgamento, alegando que a possível encenação pode ter influenciado diretamente o resultado. Com base nesse argumento, a Justiça decidiu anular a sentença.
A defesa do réu, por outro lado, afirma que o idoso possui um quadro de saúde delicado e que isso deve ser considerado no processo.
O caso reacende o debate sobre a influência de fatores emocionais e comportamentais nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente em crimes graves como o feminicídio, e levanta questionamentos sobre os limites entre estratégia de defesa e manipulação da percepção dos jurados.












