MPGO e Gaeco destacam ‘asfixia financeira’ de facção na Operação Cifra Vermelha

Ação conjunta mira núcleo do Comando Vermelho em Goiás e bloqueia mais de R$ 28 milhões

21/11/2025

O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e o Comando de Operações de Divisas (COD) da Polícia Militar destacaram, em entrevista coletiva, que o principal objetivo da Operação Cifra Vermelha é promover a “asfixia financeira” de um núcleo do Comando Vermelho (CV) em Goiás. A ofensiva foi deflagrada nesta terça-feira (18/11) após um ano de investigação.

A ação resultou no sequestro judicial de R$ 28.108.517,70, além da apreensão de quatro veículos e três armas de fogo. No total, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva e temporária.

Segundo o MPGO, a investigação mapeou o fluxo de lavagem de dinheiro que sustentava a atuação da facção no Estado. Promotores explicaram que interromper essa movimentação financeira é essencial para desarticular o grupo criminoso. “O que dá suporte para a organização criminosa é o fluxo financeiro”, reforçaram.

As equipes detalharam o esquema utilizado pelo núcleo investigado, comandado por um casal identificado pelas iniciais J. e A.P., atualmente foragidos. Eles utilizavam familiares como “laranjas” e movimentavam valores por meio de empresas de fachada. A apuração também revelou que contas bancárias abertas em nome dos filhos adolescentes do casal — um menino de 12 anos e uma menina de 14 — eram usadas para ocultação de recursos provenientes do tráfico.

Durante a coletiva, o MPGO destacou a importância da integração entre o Gaeco e a Polícia Militar para o êxito da operação. “A união da expertise da PM com a experiência do Gaeco em investigações financeiras complexas é a fórmula ideal para o combate ao crime organizado em Goiás”, afirmaram.

O órgão apresentou ainda um balanço das ações contra facções nos anos de 2024 e 2025. Nesse período, foram cumpridos 89 mandados de prisão, 88 de busca e apreensão, além de 211 faccionados levados a júri popular e 311 denunciados criminalmente. Atualmente, a Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência do MP monitora 85 integrantes considerados de alta periculosidade.

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