29/10/2025
O Ministério da Saúde anunciou um novo auxílio financeiro destinado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisam se deslocar para realizar tratamento de radioterapia em outras cidades. A iniciativa busca reduzir as dificuldades enfrentadas por quem mora longe dos centros de referência e garantir que nenhum paciente abandone o tratamento por falta de recursos.
O benefício cobre transporte, hospedagem e alimentação, contemplando também os acompanhantes. Cada beneficiário e acompanhante terão direito a R$ 150 para refeições e hospedagem e mais R$ 150 por trajeto, valores que asseguram condições adequadas de deslocamento e permanência durante o tratamento.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o auxílio faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que amplia a rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer.
“Estamos construindo a maior rede pública de tratamento oncológico da história do SUS, garantindo acesso integral e humanizado aos pacientes”, destacou Padilha.
O secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Salles, explicou que cerca de 40% dos pacientes oncológicos do SUS precisam buscar atendimento fora de sua região de origem.
“Essa ajuda representa um alívio real para as famílias, diminui as barreiras geográficas e evita que o tratamento seja interrompido por falta de condições financeiras”, afirmou.
O novo auxílio integra um pacote de ações que inclui investimento adicional de R$ 156 milhões anuais, permitindo ampliar a capacidade de atendimento em radioterapia e incluir até 60 novos pacientes por serviço. Com isso, o repasse total para a área passa a R$ 907 milhões por ano.
Outra mudança importante é o novo modelo de financiamento da radioterapia, que passa a considerar o número de pacientes atendidos. As unidades mais produtivas poderão receber bônus de até 30% por procedimento, estimulando o uso pleno dos equipamentos de acelerador linear.
O pacote também reforça a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), que garante custeio federal integral dos medicamentos contra o câncer, com expectativa de reduzir os preços em até 60%. Desde 2022, o investimento nessa área cresceu de R$ 3 bilhões para R$ 4,8 bilhões.
Segundo o secretário executivo da pasta, Adriano Massuda, as novas medidas reorganizam o modelo de atenção oncológica no país.
“Estamos conectando a atenção básica e especializada, criando uma rede mais eficiente, integrada e acessível”, afirmou.
As ações fazem parte do Plano Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC), que inclui ainda a criação de centros regionais de diluição de medicamentos oncológicos — estruturas que reduzem desperdícios e ampliam o acesso ao tratamento. Com isso, o governo federal busca garantir mais equidade, transparência e eficiência no cuidado aos pacientes do SUS.












