29/10/2025
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, defendeu nesta segunda-feira (27), durante o evento “Diálogos sobre Segurança Pública 2025”, no Rio de Janeiro, a necessidade de maior respaldo institucional aos policiais e de autonomia dos estados na condução das políticas de segurança. O encontro foi promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e reuniu gestores e especialistas de todo o país.
Em sua fala, Caiado destacou que a autoridade do Estado depende do apoio efetivo às forças policiais.
“O Estado existe para dar paz às pessoas. Se o governador não assume sua responsabilidade e não comanda suas forças, tudo recai sobre o policial — e o sistema se desestrutura”, afirmou.
O governador enfatizou que o chefe do Executivo deve atuar como comandante-chefe das forças de segurança, garantindo segurança jurídica e moral para que os agentes possam agir com firmeza e dentro da legalidade.
Caiado lembrou que Goiás tem se destacado nacionalmente em diferentes áreas, resultado do fortalecimento da segurança pública.
“Se hoje Goiás está em primeiro lugar na educação, na transparência, na interiorização da saúde e no crescimento econômico, é porque implantamos uma política de segurança sólida desde o primeiro dia de gestão”, afirmou.
O diretor de Segurança Pública e Corporativa da FGV, Márcio Colmerauer, também destacou a importância de fortalecer as instituições policiais diante das novas ameaças.
“Vivemos uma nova realidade criminosa, com atuação global de facções. Sem respaldo às forças de segurança, o crime avança e o Estado recua”, alertou.
Durante o evento, Caiado manifestou preocupação com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, em tramitação no Congresso Nacional, que, segundo ele, retira competências dos estados.
“É usurpar uma prerrogativa que a Constituição de 1988 nos deu. Não há motivo para retirar agora o que é dever dos governos estaduais”, disse.
O governador defendeu ainda a integração entre as polícias — Militar, Civil, Penal, Federal e Rodoviária Federal — e a flexibilidade legal para ações regionais rápidas em situações de crise. Caiado alertou sobre o crescimento do poder financeiro das facções criminosas, com presença em vários estados.
“Estamos caminhando para um narco-Estado, onde o crime organizado já tenta se infiltrar na economia formal do país”, concluiu.














